De acordo com um levantamento recente com representantes das entidades que compõem a FENAPPI (Federação Nacional dos Peritos Oficiais em Identificação) foi apurado que mais de 70% dos estados brasileiros concentram os três institutos responsáveis pela perícia oficial de natureza criminal (Instituto de identificação, Criminalística e Médico-Legal) integrados na estrutura das Polícias Civis. Essa configuração demonstra a importância da sinergia entre as atividades de investigação policial e a produção de provas técnico-científicas.
Tal levantamento também revelou que, em 17 dos estados (63%), os Institutos de Identificação estão diretamente vinculados à Polícia Civil. Destes, somente 3 Estados (11%) tem direção exclusiva de Delegados de Polícia. Em contraponto, 18 dos 26 Estados mais Distrito Federal (67%) tem os institutos dirigidos por Papiloscopistas ou outras denominações similares, os quais são peritos oficiais com atribuições específicas e experiência na área de identificação civil e criminal, tema já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal – ADI 5182/PE. Essa é uma tendência de eficiência e crescimento da técnica e ciência da identificação humana papiloscópica e biométrica aplicada pelos peritos da área.
A vinculação dos Institutos de Identificação à Polícia Civil, com a direção exercida por Papiloscopistas, demonstra-se como a prática mais eficaz para a eficiência e qualidade na identificação civil e criminal por meio da Polícia Civil no país, pois o Papiloscopista é o perito oficial de natureza criminal com melhor qualificação e capacidade para desenvolver as atividades de natureza técnico científica e periciais relacionadas à identificação, seja civil ou criminal, condizentes com as atribuições dos Institutos de Identificação como unidades técnico- científicas da Polícia Civil.
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