Foragido de Roraima usava identidade falsa e atuava em vários estados é preso em São Paulo

Foto Ascom PCRR Foragido de Roraima que usava identidade falsa é capturado em São Paulo O investigado, identificado oficialmente como E. S. S., de 45 anos, assumia a identidade de F. P. F., de 42 anos, como forma de ocultar seu verdadeiro histórico criminal e evitar a responsabilização penal. A prisão ocorreu no bairro de Itaquera, na zona Leste da capital paulista, após um trabalho de inteligência que envolveu cruzamento de dados e cooperação interestadual. Em Roraima, o homem é investigado por envolvimento em crimes graves, entre eles um roubo à Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social, ocorrido em 2003, e uma tentativa de homicídio contra um militar, registrada em 2004, ambos na cidade de Boa Vista. Desde então, ele era considerado foragido. Mesmo utilizando identidade falsa, o suspeito continuou praticando crimes em outros estados. Em 2017, foi preso no Rio de Janeiro por tráfico de drogas, atuando como batedor de uma organização criminosa. Após cumprir pena, voltou a circular livremente, mudando-se posteriormente para São Paulo. Na capital paulista, o homem chegou a abrir uma empresa utilizando o nome falso, o que acabou facilitando sua localização. A partir dessa informação, os investigadores aprofundaram a análise documental e solicitaram exames periciais para confirmar a fraude. Laudos emitidos pelo Instituto de Identificação comprovaram que as duas identidades pertenciam à mesma pessoa. Com a confirmação técnica, foi possível cumprir o mandado de prisão expedido pela Justiça de Roraima. O caso evidencia a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública, do uso de perícia técnica na identificação humana e do cruzamento de dados para o combate a crimes cometidos com uso de identidades falsas, prática recorrente entre criminosos de atuação interestadual.
Governador sanciona Leis de Carreira e Estatuto da Polícia Científica do Espírito Santo

Nova legislação moderniza a estrutura da perícia capixaba, garantindo autonomia administrativa e diretrizes para a valorização dos servidores. O governador do Estado, Renato Casagrande, sancionou as leis de Carreira e do Estatuto dos Policiais Científicos, da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), em solenidade realizada nesta segunda-feira (05), no Palácio Anchieta, em Vitória. As normativas são essenciais para a organização e a regulamentação da atuação dos servidores da instituição e possibilitam a realização de um novo concurso público. Para Casagrande, as novas leis são um marco importante para a consolidação do novo órgão. “Demos passos importantes para a Polícia Científica, com a criação da organização, a implantação da nova sede e diversos investimentos, buscando sempre fortalecimento institucional. O Estatuto é importante para termos regramento e para respaldar a atuação do servidor. E como sempre digo: investindo nas nossas forças de segurança, seguiremos reduzindo o número de crimes e transformando nosso Estado em um dos mais seguros do País.” De acordo com o perito oficial-geral da PCIES, Carlos Alberto Dal-Cin, a publicação das leis representa uma grande conquista para a instituição e para a sociedade capixaba. “São normativas fundamentais para o funcionamento e o fortalecimento da Polícia Científica. A Lei de Carreira e o Estatuto garantem segurança jurídica, valorizam os servidores e permitem avanços importantes, como a realização de concurso público, refletindo diretamente na melhoria dos serviços prestados à população”, destacou. A perita oficial-geral adjunta, Daniela Mendes Louzada, ressaltou que as leis representam um passo decisivo na consolidação da Polícia Científica como órgão autônomo. “Embora existam desafios, as leis eram a base necessária para este momento. Seguiremos trabalhando no aperfeiçoamento dos processos e na valorização contínua dos nossos profissionais”, afirmou. Entenda as novas leis Lei Complementar nº 1.136/2025 (Estatuto): Estabelece o regime jurídico dos policiais científicos, definindo direitos, deveres, garantias e o regime disciplinar. A norma assegura a autonomia técnica e científica necessária para a produção de provas periciais isentas. Lei Complementar nº 1.137/2025 (Plano de Carreira): Estrutura o quadro de servidores, definindo cargos, atribuições e planos de progressão funcional. Inclui regras para ingresso, estágio probatório e mobilidade, além da adequação da tabela remuneratória para as carreiras de Perito Oficial Criminal e Perito Oficial Médico-Legista. Informações à Imprensa:Assessoria de Comunicação do GovernoGiovani Pagottogiovani.pagotto@gmail.com Assessoria de Comunicação da Polícia Científica (Ascom/PCIES)Comunicação Interna – Michelle Caloni: (27) 99849-7986 / (27) 3198-6024Informações à Imprensa (Sesp): Olga Samara / Matheus Foletto(27) 3636-1536 / (27) 99846-1111 / (27) 3636-1574 / (27) 99297-8693 FONTE: https://www.es.gov.br/Noticia/governador-sanciona-leis-de-carreira-e-estatuto-da-policia-cientifica-do-espirito-santo
Identificação Facial Forense da Polícia Federal evita prisão indevida e corrige processos criminais

Tecnologia de biometria facial garante a integridade do sistema judiciário ao comprovar a inocência de cidadãos falsamente identificados. A atuação técnica da Identificação Forense da Polícia Federal foi decisiva para evitar uma prisão injusta e corrigir falhas em processos criminais no Estado de São Paulo. Em outubro de 2025, um homem foi detido em Foz do Iguaçu/PR em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça paulista, uma vez que seus dados civis coincidiam integralmente com os do indivíduo procurado. Durante a entrevista policial, no entanto, o custodiado apresentou firmeza e coerência ao negar qualquer envolvimento com o crime que motivara a ordem judicial. Diante da consistência das informações e em atenção aos princípios da verdade real e da justiça material, a Polícia Federal aprofundou a análise do caso. De forma proativa, foram realizados exames biométricos de comparação facial forense, com apoio emergencial do sistema prisional do Estado de São Paulo, que disponibilizou registros do verdadeiro custodiado vinculado ao processo. A partir desses dados, foram elaborados laudos técnicos comparativos pela área de Identificação Forense. Os laudos foram conclusivos: o homem preso em Foz do Iguaçu não era o autor do crime, mas sim seu irmão. As diligências demonstraram que o verdadeiro responsável havia utilizado indevidamente os dados civis do familiar em três procedimentos criminais distintos, o que resultou na expedição equivocada do mandado de prisão. Com base nas conclusões periciais, a Polícia Federal comunicou a Vara de Execução Penal de Campinas/SP, que prontamente revogou o mandado de prisão, determinou a correção dos registros judiciais e promoveu o ajuste da qualificação do réu nos três processos em andamento. O caso evidencia a relevância da Identificação Forense e da atuação dos Papiloscopistas Policiais Federais como instrumentos fundamentais para a proteção de direitos, a prevenção de injustiças e o fortalecimento da credibilidade do sistema de justiça criminal. Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR Para mais detalhes sobre o caso, está disponível abaixo o vídeo da reportagem completa exibida pelo Jornal Primeiro Impacto PR, que apresenta entrevistas e informações adicionais sobre a atuação da Identificação Forense da Polícia Federal e os desdobramentos do caso. “Este caso demonstra, de forma inequívoca, o papel essencial da Identificação Forense na preservação de direitos fundamentais e na busca da verdade real. A atuação qualificada dos Papiloscopistas Policiais Federais evitou uma grave injustiça e reafirma a importância da ciência forense para a credibilidade do sistema de justiça brasileiro.” – PPF Régis, Presidente da ABRAPOL FONTE: https://abrapol.org.br/identificacao-facial-forense-da-policia-federal-evita-prisao-indevida-e-corrige-processos-criminais/
Associados da FENAPPI têm condições exclusivas em Pós-Graduação na área pericial

Benefício garante desconto especial e bônus na matrícula para formação em Biometrias para Identificação Humana Os associados da FENAPPI passam a contar com condições exclusivas para ingresso na Pós-Graduação em Perícias em Biometrias para Identificação Humana, formação voltada à qualificação técnica de profissionais que atuam ou pretendem atuar na área pericial. Nesta parceria, os associados têm direito a 20% de desconto no valor total do curso. Como benefício adicional, os 10 primeiros inscritos ainda recebem R$ 1.000,00 de bônus na matrícula, reforçando o incentivo à capacitação continuada dos profissionais de identificação humana. A pós-graduação aborda conteúdos essenciais relacionados à biometria aplicada à identificação humana, com foco em fundamentos técnicos, análise pericial e aplicação prática, acompanhando as exigências atuais da área e o avanço das tecnologias utilizadas nos processos de identificação. Para ter acesso às condições exclusivas, o associado deve entrar em contato com a instituição responsável pelo curso e informar sua vinculação à FENAPPI no momento do atendimento. As condições são limitadas e válidas enquanto houver disponibilidade de vagas promocionais. Acesse o link da Pós Graduação: https://icbid.com.br/pos-graduacao/ Conheça o ICBID nas redes sociais: https://www.instagram.com/icbid_oficial/
Biometria: O Papel da Tecnologia Frente a Desastres Naturais de Grandes Proporções

Firefighter carrying out little boy from house fire. O ano de 2025 consolidou-se como um período de profundas preocupações climáticas no Brasil Quando um desastre natural atinge comunidades inteiras — seja um tornado EF3 como o de Rio Bonito do Iguaçu (PR), o furacão Beryl na Jamaica, o tufão Yagi no Vietnã ou os incêndios florestais em Los Angeles — a primeira necessidade é salvar vidas e identificar rapidamente as vítimas. O ano de 2025 consolidou-se como um período de profundas preocupações climáticas no Brasil. Os alertas de tempestades não cessam, e o recente tornado de categoria EF3 que assolou o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, é o lembrete mais trágico e imediato de que as forças da natureza não apenas ameaçam, mas de fato destroem comunidades inteiras. Soma-se a isso a intensidade crescente das chuvas e o risco de novos eventos extremos, como o ciclone extratropical que colocou vastas áreas do Sul e Sudeste do Brasil em alerta máximo em novembro. Alguns desastres que tiveram grande repercussão Linha do tempo dos desastres (ordem decrescente) Novembro de 2025 – Tornado EF3 em Rio Bonito do Iguaçu (PR, Brasil)Ventos de 250 a 330 km/h destruíram 90% da cidade.6 mortos, centenas de feridos e mais de 11 mil pessoas afetadas Novembro de 2025 – Furacão Beryl (Jamaica)Provocou apagões, enchentes e deixou milhares de desabrigados Novembro de 2025 – Tufão Yagi (Vietnã)Causou quase 300 mortes e destruição em larga escala Julho de 2025 – Incêndios Florestais em Los Angeles (EUA)Prejuízos estimados em US$ 53 bilhões, considerado o desastre natural mais caro do ano Janeiro de 2025 – Chuvas intensas no Vale do Aço (MG, Brasil)8 cm de chuva em apenas uma hora provocaram soterramentos e mortes em Ipatinga e Coronel Fabriciano. Maio de 2024 – Enchentes em Porto Alegre (RS, Brasil)Maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul.184 mortos, 25 desaparecidos e milhares de desabrigados Janeiro de 2019 – Rompimento da Barragem de Brumadinho (MG, Brasil)Um dos maiores desastres ambientais e humanitários do país, com centenas de vítimas e forte impacto socioambiental. Diante desse cenário global, os desastres naturais estiveram entre os temas centrais debatidos na COP30, em Belém. Como resultado, as nações saíram do encontro com a missão imperativa de estruturar equipamentos adequados e fortalecer planos de ação e resiliência capazes não apenas de mitigar os efeitos devastadores desses eventos, mas, principalmente, de acelerar a capacidade de resposta humanitária. Justamente nesse ponto que reconhecimento biométrico digital surge como uma ferramenta tecnológica capaz de transformar a resposta a emergências, combinando inovação, precisão e respeito à vida humana. Este setor tecnológico, que hoje conta com avanços como a coleta biométrica sem contato e identificação biométrica infantil e neonatal, se prova como ator central em cenários de resposta a desastres naturais e catástrofes de grandes proporções. Quando tragédias naturais ou acidentes de grande escala acontecem, o tempo se torna o recurso mais valioso. Identificar vítimas com rapidez e precisão é essencial não apenas para fins legais, mas também para oferecer dignidade às famílias e apoiar a coordenação das ações humanitárias. Em meio a esses desafios, a identificação biométrica e suas novidades, como biometria sem contato e biometria infantil e neonatal, surgem como ferramentas tecnológicas capazes de transformar a resposta a emergências, combinando inovação, precisão e respeito à vida humana. A identificação biométrica digital surge como uma ferramenta tecnológica transformadora e essencial na resposta a emergências e grandes catástrofes. Sua capacidade de combinar inovação, precisão e respeito à vida humana é fundamental quando o tempo se torna o recurso mais valioso. Identificar vítimas rapidamente é crucial não apenas para fins legais, mas para oferecer dignidade às famílias e coordenar eficazmente as ações humanitárias. Essa tecnologia, que engloba avanços como a biometria sem contato e a identificação infantil e neonatal, atua como ator central em cenários de desastres. A Contribuição da Biometria Sem Contato A captação biométrica sem contato utiliza sensores ópticos e algoritmos avançados de captura para registrar a textura, o relevo e os pontos característicos das impressões digitais com altíssima resolução — mesmo em condições de iluminação e umidade desfavoráveis. Essa capacidade torna a tecnologia especialmente útil em operações de campo, onde a coleta precisa ser ágil, higiênica e compatível com diversos tipos de pele e faixas etárias. Além disso, a biometria sem contato tem um impacto direto na segurança dos operadores, evitando contaminação cruzada em ambientes hospitalares, necrotérios ou em locais afetados por desastres naturais. A tecnologia também se integra com sistemas de identificação nacionais e internacionais, facilitando o cruzamento de dados entre órgãos de segurança e saúde pública. Identificação Neonatal como Prioridade Global Em diversos países, a identificação neonatal com uso de biometria passou a ser uma prioridade estratégica. Nesse cenário, o Brasil está entre as nações mais avançadas em identificação civil, com a Carteira de Identificação Nacional (CIN) e a possibilidade da captação da biometria do recém-nascido atrelada à biometria dos pais no momento do nascimento, que será utilizada para identificação do recém-nascido até sua idade adulta. Essa tecnologia é extremamente importante para primeiro evitar a troca de bebês na maternidade, inclusão das pessoas desde seu nascimento aos benefícios sociais disponibilizados pelo Estado entre outros: saúde, educação, controle de vacinas. A identificação neonatal é uma das mais eficazes ferramentas de combate ao tráfico humano, controle de fronteiras e a identificação de vítimas de desastres como os que estamos tratando neste artigo. No caso dos desastres naturais, muitas crianças, não são identificadas permanecendo afastadas das famílias por um longo período e até mesmo por toda a vida. A identificação precisa em casos de desastres também auxilia pessoas em estado de confusão mental pelo trauma do acidente, pessoas inconscientes ou falecidas. Identificação Neonatal como Prioridade Global Em diversos países, a identificação neonatal com uso de biometria passou a ser uma prioridade estratégica. Nesse cenário, o Brasil está entre as nações mais avançadas em identificação civil, com a Carteira de Identificação Nacional (CIN) e a possibilidade da captação da biometria do recém-nascido atrelada à biometria
Papiloscopista da Polícia Federal participa de estudo sobre detecção de drogas em impressões digitais

Papiloscopista da Polícia Federal participa de estudo sobre detecção de drogas em impressões digitais PF e UnB desenvolvem pesquisa utilizando nanomateriais para análise química de impressões digitais latentes O papiloscopista policial federal Marco Antonio de Souza, do Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, é um dos autores do artigo Photochemically-made gold nanorods for adsorption and SERS detection of cocaine and benzoylecgonine in latent fingerprints, publicado na revista RSC Advances. O trabalho descreve a síntese fotocatalítica de nanobastões de ouro e sua aplicação em análises químicas capazes de identificar substâncias mesmo em concentrações muito baixas. A pesquisa investigou a interação das moléculas de cocaína e benzoylecgonina (principal metabólito da cocaína) com os nanobastões de ouro e como essa interação aumenta o sinal detectado pelo Raman (equipamento usado nas análises), fenômeno característico da técnica conhecida como espalhamento Raman de superfície aprimorada (SERS). Os experimentos utilizaram quantidades das substâncias na ordem de nanogramas, e foram realizados em condições controladas de laboratório, incluindo ensaios diretamente sobre impressões digitais de voluntários. Nos testes, foi possível confirmar a presença de cocaína e de seu metabólito nas amostras analisadas. O estudo também mostrou que o modo como os nanobastões de ouro são preparados influencia o desempenho da análise. O trabalho reforça ainda a importância das parcerias institucionais para o avanço da ciência forense. A pesquisa foi conduzida em colaboração entre a Polícia Federal e a Universidade de Brasília (UnB). Aplicações Futuras Os autores do estudo concluem que a nanotecnologia pode oferecer métodos muito sensíveis para auxiliar na detecção de drogas de abuso em impressões digitais latentes, oferecendo um caminho para esse tipo de análise. No entanto, para que essa metodologia seja aplicada para fins forenses, ainda são necessários novos estudos. Esse estudo se soma ao crescente esforço voltado à modernização das técnicas de análise de impressões digitais, área que tem avançado significativamente nos últimos anos. Além da tradicional identificação pela morfologia das cristas, pesquisadores têm investigado as propriedades químicas das impressões digitais, o que permite obter não apenas a identidade de um indivíduo, mas também um perfil químico capaz de revelar informações adicionais relevantes para a investigação policial, como a possível presença de substâncias manipuladas, consumidas ou transferidas pelo contato. O artigo completo pode ser acessado em:🔗 https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2025/ra/d5ra04284d#sch1
Produção científica brasileira em papiloscopia cresce mais de três vezes e impulsiona novas fronteiras tecnológicas

Levantamento inédito aponta o crescimento expressivo da produção científica sobre papiloscopia e a incorporação de tecnologias avançadas e inteligência artificial como novas ferramentas para esta área da ciência forense A pesquisa científica brasileira sobre análise de impressões digitais vive um período de intensa ascensão, posicionando o país entre os dez líderes globais na área. O levantamento foi conduzido pelo Papiloscopista Policial Federal Marco Antonio de Souza, lotado no Instituto Nacional de Identificação, e apresenta uma revisão sistemática da produção nacional entre 2020 e 2024, revelando uma consolidação notável na capacidade de pesquisa, com um crescimento exponencial em comparação com a década anterior. Brasil se destaca no cenário mundial e regional Na pesquisa foram encontrados 228 artigos com afiliação brasileira (o volume inicial antes dos filtros) o que coloca o país na décima posição global. O país se posiciona como líder regional na américa latina, superando outras nações como México (69 publicações brutas), Argentina (32), Colômbia (32) e Chile (39) por uma ampla margem. Este protagonismo é alcançado apesar das limitações estruturais e financeiras frequentemente enfrentadas por países do Sul Global. O volume de publicações brasileiras no período de 2020 a 2024 representou um aumento significativo em comparação com a década anterior (2010–2019), quando apenas 66 publicações sobre o tema foram registradas. Este crescimento vertiginoso sugere uma consolidação da capacidade de pesquisa nacional, impulsionada por colaborações acadêmicas e apoio de órgãos periciais públicos. Após análise detalhada foram considerados 62 artigos para a revisão final. Liderança institucional e o impacto da Polícia Federal A produção científica nacional é liderada por fortes redes institucionais interdisciplinares. Entre as principais instituições, destacam-se a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), presente em 28 estudos, a Universidade de Brasília (UnB), que participa de 17 estudos, e a Polícia Federal (PF). Esta última, em particular, reafirma seu papel não apenas como usuária, mas como produtora ativa de conhecimento, figurando em pelo menos 27 estudos no período analisado. Um fator institucional chave para este crescimento foi o estabelecimento, em 2020, do Grupo de Pesquisa Papiloscopia Forense na Academia Nacional de Polícia (ANP) e vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O impacto desta iniciativa é inegável: enquanto a PF esteve envolvida em apenas 7 publicações relacionadas a impressões digitais entre 2010 e 2019, após 2020 a participação saltou para 27 estudos. Os membros do Grupo de Pesquisa Papiloscopia Forense contribuíram diretamente para 22 desses 27 estudos (81,4%). Considerando o total de 62 artigos brasileiros incluídos na revisão sistemática final, o grupo de pesquisa contribuiu diretamente para mais de 35% da produção científica nacional relacionada a impressões digitais. Da química à inteligência artificial Embora o campo permaneça fortemente concentrado no desenvolvimento de reagentes químicos para a visualização de impressões latentes — com 28 dos 62 artigos (45%) dedicados a novos materiais como nanopartículas e compostos fluorescentes — a produção recente demonstra uma evolução clara em direção a tecnologias avançadas. Estudos emergentes utilizam métodos de Inteligência Artificial (IA), incluindo deep learning e redes neurais, para extração de minúcias e aprimoramento de imagens. Além disso, houve um avanço significativo na aplicação de técnicas espectrométricas. A caracterização química de impressões por meio de espectrometria de massas (MS) e espectroscopia (FTIR, Raman) abriu caminho para análises que transcendem a identificação biométrica tradicional, incluindo a determinação de sexo e a estimativa de tempo da deposição da impressão digital de um indivíduo. Contudo, a revisão sistemática aponta uma limitação metodológica crucial: a maioria dos estudos nacionais ainda se encontra nos estágios iniciais de pesquisa (Fases 1 ou 2), carecendo de validação operacional estatística e testes em cenários reais. Este cenário reforça a necessidade de direcionar os esforços para a aplicação prática e a robustez técnica. A ponta da lança: como a espectrometria e a aprendizagem de máquina respondem ao desafio do envelhecimento A evolução temática identificada na revisão sistemática, que prioriza o avanço de técnicas analíticas e a aplicação de IA, encontra um exemplo prático e sofisticado na pesquisa sobre a datação de impressões digitais. A determinação da idade de um vestígio é um desafio crítico, pois fornece um contexto temporal essencial para as investigações criminais. Neste cenário, o estudo intitulado Chemical changes of aged latent fingerprints by Fourier transform infrared spectrometry and machine learning assinado por Kristiane de Cássia Mariotti, Papiloscopista Policial Federal lotada no Núcleo de Identificação da Superintendência da PF no Rio Grande do Sul e atual líder do grupo de pesquisa Papiloscopia Forense, e Marco Antonio de Souza, em parceria com pesquisadores da UFRGS e da UnB. apresenta uma metodologia não destrutiva para monitorar a degradação química ao longo do tempo. A pesquisa utilizou a Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), uma técnica não destrutiva capaz de analisar amostras diretamente e capturar mudanças moleculares. Amostras de impressões foram depositadas em lâminas de vidro e armazenadas sob condições de luz e escuro, sendo analisadas em 0, 7 e 30 dias. O estudo demonstrou que as condições de armazenamento afetam significativamente a composição química. Amostras protegidas da luz mantiveram suas assinaturas químicas por períodos mais longos, enquanto a exposição à luz acelerou a fotodegradação. Os pesquisadores identificaram que as regiões espectrais mais críticas para distinguir as amostras foram as bandas entre 1750–1700 cm⁻¹ (grupos carbonila de ésteres), provenientes das secreções sebáceas, e 1653 cm⁻¹ (amidas secundárias), de secreções écrinas. Estes marcadores químicos são cruciais para rastrear o envelhecimento. Para interpretar o volume complexo de dados, o estudo aplicou a aprendizagem de máquina (modelos quimiométricos). O modelo SPA-LDA (Algoritmo de Projeções Sucessivas – Análise Discriminante Linear) demonstrou desempenho superior, selecionando variáveis espectrais significativas e se tornando o modelo mais confiável para classificar as amostras com base no tempo e nas condições de armazenamento. Conclusão e implicações A pesquisa sobre o envelhecimento de impressões digitais por FTIR e machine learning é um exemplo claro de como a comunidade científica brasileira está respondendo às lacunas identificadas na revisão sistemática da produção nacional. Ao integrar química analítica avançada e inteligência computacional, o Brasil avança no desenvolvimento de ferramentas para refinar a interpretação da
Polícia Científica participa de reunião nacional do Conselho Nacional dos Dirigentes de Órgãos de Identificação Civil e Criminal

Encontro reúne representantes dos Institutos de Identificação em torno de temas relativos à consolidação de estratégias de emissão da CIN A Polícia Científica (PCi), por meio do Instituto de Identificação Papiloscopista Wendel da Silva Gonzaga (IIWSG), está participando da reunião nacional do Conselho Nacional dos Dirigentes de Órgãos de Identificação Civil e Criminal (Conadi), que acontece nesta sexta-feira (31), em Aracaju. O encontro tem por objetivo discutir avanços tecnológicos, integrações e marcos regulatórios ligados à emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O evento reúne representantes dos institutos de identificação de todo o país e parceiros institucionais, com foco na modernização dos sistemas de identificação civil, integração de dados e valorização da segurança digital. Saiba mais em: https://www.ssp.se.gov.br/Noticias/Detalhes/policia-cientifica-participa-de-reuniao-nacional-do-conselho-nacional-dos-dirigentes-de-orgaos-de-identificacao-civil-e-criminal
Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil é lançado como marco histórico de cidadania

Iniciativa do InterID, Abrid e FrenID une órgãos oficiais e polícias científicas para garantir identidade legal desde o nascimento, proteger crianças e cumprir metas da ONU até 2030. O Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil foi lançado durante o Congresso da Cidadania Digital, em Cerimonia realizada na manhã de 24 de setembro de 2025. A iniciativa estabelece a importância e apoio para a implantação da identificação neonatal e infantil vinculando obrigatoriamente a biometria da criança à de sua mãe e preferencialmente também com a de seu pai, com o objetivo de assegurar a identidade legal desde o nascimento e reforçar a proteção integral da criança evitando sua subtração e respeitando as diretrizes do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O apoio ao Pacto, que é uma iniciativa do InterID – Instituto Internacional de Identificação, em conjunto com a Abrid – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital e da FrenID – Frente parlamentar Mista para Garantia do Direito à Identidade, foi inaugurado com a assinatura de representantes de todos os Órgãos Oficiais de Identificação das Unidades da Federação e do CONADI, além dos Dirigentes das Polícias Científicas dos estados e do seu Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica – CONDPC.De acordo co o idealizador da iniciativa, Célio Ribeiro, esse é um compromisso de todo o Brasil para proteção das nossa crianças e “Se nós conseguirmos evitar a subtração, o tráfico, de um único bebê, de uma única criança, já valeu a pena”. Entre os benefícios esperados estão a prevenção de crimes como trocas indevidas em maternidades, a subtração de recém nascidos e o tráfico de crianças, além da redução de fraudes em benefícios sociais e maior efetividade das políticas públicas. O Pacto também contribui para o cumprimento da meta 16.9 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que prevê identidade legal para todos até 2030. Apresentado como marco de cidadania e inclusão social, o pacto busca garantir que cada criança brasileira seja reconhecida, protegida e plenamente integrada à sociedade desde seu nascimento.
Digitais confirmam identidade dos quatro corpos achados no PR

Dois suspeitos seguem foragidos, e a Polícia Civil mantém as investigações sob sigilo para esclarecer a participação de todos os envolvidos A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou, nessa sexta-feira (19/9), a identidade dos quatro corpos encontrados em uma área rural de Icaraíma, no noroeste do estado, após 44 dias de buscas. Os exames de necropapiloscopia, técnica que analisa impressões digitais, permitiram identificar as vítimas como Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira. A necropapiloscopia consiste na coleta e comparação das digitais com registros oficiais. No caso de Icaraíma, a confirmação encerra a incerteza em torno do desaparecimento das quatro vítimas, ligadas à cobrança de uma dívida no interior do Paraná. Dois suspeitos seguem foragidos, e a Polícia Civil mantém as investigações sob sigilo para esclarecer a participação de todos os envolvidos no crime. FONTE: https://www.instagram.com/p/DNQGzVoRmnN/?igsh=ZDJoN2w2MWdkZzk3