Digitais dos polegares de Maria da Conceição estão ilegíveis, diz instituto.

Suspeito de matar mulher levou a polícia até onde corpo estava, em Anápolis.

Maria da Conceição Campos, professora, está desaparecida há 4 dias em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Maria da Conceição Campos foi morta após sair para cobrar dívida (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O corpo da professora Maria da Conceição Campos, de 42 anos, encontrado em um matagal às margens da GO-222, segue no Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis, a 55 km de Goiânia. De acordo com o instituto, a família não tem um documento da mulher com todas as impressões digitais, e o órgão aguarda a documentação do Instituto de Identificação do Tocantins, onde a identidade dela foi emitida, para providenciar a liberação.

Conforme o IML, não foi possível identificar as impressões digitais dos polegares da professora. O órgão solicitou ao Instituto de Identificação do Tocantins as digitais dos dez dedos de Maria da Conceição para que o a identificação fosse concluída. A documentação deve chegar a Anápolis na manhã de segunda-feira (30).

De acordo com o delegado Arthur Fleury, responsável pelo caso, o agente financeiro Cleudimar Rodrigues, de 38 anos, preso suspeito pelo crime, foi quem indicou, no sábado (28), o local onde o corpo estava.

“Ele mesmo nos levou até lá. O corpo estava caído em um matagal às margens da rodovia. As roupas são as mesmas que ela usava no momento do desaparecimento”, disse ao G1.

Após o corpo da professora ser encontrado, a filha da vítima, a estudante Raissa Campos de Ávila, de 18 anos, conta que a família está muito abalada e espera que o autor do crime pague pelo que fez.

“Agora nós queremos justiça. Primeiro a de Deus e depois a dos homens. Era uma pessoa tão boa e caiu nas mãos desse vagabundo, que fez isso”, disse.

A professora estava desaparecida desde o último dia 19 de janeiro. Segundo a família da vítima, a mulher saiu para cobrar uma dívida de R$ 30 mil do agente financeiro Cleudimar Rodrigues, de 38 anos, com quem tinha um relacionamento amoroso. Na última quinta-feira (26), Cleudimar foi preso suspeito de envolvimento com a morte da professora.

Apesar de dizer em um vídeo que a mulher foi assassinada, o agente financeiro apresentou várias versões para o caso, dizendo que não foi o responsável pelo crime. Ele voltou atrás do que havia dito no início da semana e assumiu apenas que se encontrou com ela antes do crime, o que foi registrado por câmeras de segurança do Terminal Maranata, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

As imagens mostram quando ela sai do local para entrar no carro dirigido pelo suspeito.  O suspeito voltou a mudar de versão e, agora, levou a polícia até o local onde estava o corpo.

Ainda segundo o delegado, o suspeito se aproveitava do namoro para conseguir dinheiro da professora. “Ele usava dessa relação amorosa, ludibriava, fazia empréstimo no nome dela, inclusive o carro, que ele financiou no nome dela e ele quem usava”, relatou.

Fleury afirma que uma procuração feita por ela a ele, indica que o agente financeiro já planejava matá-la há quase um mês.

“Ele havia tentado vender este carro desesperadamente. Levou até na concessionária, falando que era de uma tia que havia falecido e ele precisava vender. A vítima era completamente iludida pelo suspeito, que fazia ela pegar empréstimos, fazer financiamentos em que o único beneficiário era ele”, disse.

Segundo o delegado, o inquérito deve ser finalizado e enviado ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).”Temos 10 dias para concluir esse inquérito, mas já é fato que o Cleudimar vai ser indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver”, afirmou Fleury.

Cleudimar Rodrigues, preso suspeito de envolvimento na morte da professora Maria da Conceição Campos, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
Cleudimar Rodrigues, preso suspeito de envolvimento na morte da professora (Foto: Murillo Velasco/G1)
FONTE: http://g1.globo.com/goias

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