Uma impressão digital deixada numa caminhonete Toyota Hilux levou a polícia a esclarecer o assalto ocorrido no dia 31 de julho deste ano, no distrito de Itahum, em Dourados. O roubo foi praticado por uma mulher e três homens, um deles o cabo do Exército Jean Carlos Boveda, 23, lotado no Regimento de Cavalaria Mecanizada de Ponta Porã. Foi através da digital dele que a polícia chegou à quadrilha.

O assalto teve como vítima um casal que mora em Itahum, povoado a 70 km de Dourados, nos limites com Ponta Porã e Maracaju. Os dois homens e a mulher entraram na casa encapuzados e armados e deixaram os moradores amarrados para fugir com a Hilux preta e R$ 26 mil em dinheiro.

A caminhonete foi encontrada por policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) duas horas após o assalto, com os pneus furados, abandonada na margem da MS-164.

De acordo com o delegado João Alves de Queiroz, a Hilux foi entregue à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados, onde o exame papiloscópico identificou a impressão digital de Jean Boveda.

No dia 15 deste mês os investigadores da Defron chegaram ao militar, que está preso no quartel do Exército em Ponta Porã. Ele nega ter entrado na casa para praticar no roubo, mas a polícia afirma que Jean ajudou a quadrilha.

Hoje, os policiais prenderam outros três envolvidos: Vagner Bezerra Gomes, 22, Thiago de Lima Silva, 20, e Luciana de Assis Cordeiro, 32, moradores no distrito Nova Itamarati, em Ponta Porã.

O marido de Luciana também foi preso, mas, segundo o delegado, ele não tem envolvimento no assalto e foi autuado por porte ilegal de arma, já que na casa onde ele estava com a mulher foram encontrados um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 12.

 

Fonte: Campo Grande News

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