A Perita Papiloscopista aposentada da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Dênia Coelho (foto em destaque), de 61 anos, destacou-se como uma das maiores medalhistas da delegação brasiliense no World Police and Fire Games (WPFG), os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros.
Durante o evento, que ocorreu de 27 de junho a 6 de julho e reuniu servidores de todo o mundo, a atleta amadora conquistou oito medalhas de ouro nas provas de atletismo.
Esta foi a sexta vez em que Dênia integrou a delegação brasileira no evento. Mas para além das vitórias no esporte, sua trajetória chama atenção pela resiliência.
Em 2022, durante a preparação para a edição que seria realizada em Rotterdam, na Holanda, a corredora recebeu o diagnóstico de câncer de mama.
Ela pensou em desistir da competição, mas, ao entregar os uniformes da corporação, resolveu persistir na ideia. Enfrentou o tratamento, passou por radioterapia, em que um dos principais efeitos colaterais é a dor muscular, e segue em remissão da doença.
“Toda vez que eu chego lá [na médica], ela me questiona sobre as dores. Aí, eu falo para ela: “Zero dor, eu não tenho dor, não sei o que é isso (…) ela comenta que só pode ser por conta do exercício”, complementa a atleta.
Funcionária da PCDF desde 1996, Dênia já era adepta da corrida antes mesmo de entrar na corporação, mas só passou a se dedicar ao atletismo competitivo em 2013. “Fiz quatro maratonas. Foram tantas meias usadas que me perdi na contagem.”
A corredora conta que pratica atividades físicas diariamente. De domingo a domingo, treina juntamente à Equipe Tornado de Atletismo e à equipe de atletismo da Polícia Civil. Nos dias que a corrida não está inclusa, Dênia fortalece o corpo na musculação.
Antes mesmo de ingressar na PCDF, em 1996, Dênia já praticava corrida, mas foi só em 2013 que passou a se dedicar com mais afinco ao atletismo.
De lá para cá, além das quatro maratonas, completou mais de 30 provas de 10 km. Participa da equipe de atletismo da PCDF e, mesmo aposentada desde 2023, segue como exemplo de determinação para colegas e novos atletas da corporação.
Ela explica que os Jogos ocorrem a cada dois anos, reunindo policiais e bombeiros do mundo inteiro. Em todas as seis edições em que participou, Dênia subiu ao pódio.
“Cada medalha tem um peso, mas a mais especial foi depois do câncer. Saber que o corpo respondeu, que o esforço valeu a pena, me fez ter ainda mais orgulho de mim.”
FONTE: METRÓPOLES
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