Cinco mil policiais se concentram em frente ao Congresso Nacional e garantem: “Se a PEC passar, a polícia vai parar”

Mais de 5 mil policiais se reúnem na Esplanada dos Ministérios, nesta quarta-feira (8/2), em frente ao Congresso Nacional, para protestar contra a reforma da Previdência. Policiais civis, federais, legislativos, entre outros integrantes da União dos Policiais do Brasil (UPB), exigem que todos os profissionais de segurança pública sejam retirados da proposta do governo. Por volta das 18h, os policiais tentaram entrar na Câmara e houve princípio de confusão e uso de gás de pimenta.
No início da noite, os manifestantes se reuniram no auditório Nereu Ramos, após um princípio de tumulto na entrada da Câmara Federal. “Não estamos aqui para aceitar emenda ou remenda. Retira ou vamos ocupar”, disse um dos manifestantes. “Tomamos gás de pimenta, mas não tem problema. Estamos acostumados a combater bandido na rua. Se for preciso, vamos combater aqui também”, disse um dos policiais.

 “Se a PEC passar, a polícia vai parar”, dizem os manifestantes. Líderes da UPB, criada para lutar contra a reforma, afirmam que pode haver uma greve geral caso a categoria não seja retirada do texto. A possibilidade será discutida entre os policiais na próxima terça-feira, quando a comissão especial que trata da matéria na Câmara deve começar a se reunir.

Além de milhares de policiais, que vieram em caravanas de vários estados do país, mais de uma dezena de deputados federais saíram da Câmara para se unir à manifestação. Até parlamentares da base aliada garantiram apoio aos policiais, como Alberto Fraga (DEM-DF), coordenador da chamada “bancada da bala”.
“O substituto de Alexandre de Moraes na Justiça vai herdar uma bucha para administrar: os profissionais da segurança pública. O ato é prenúncio para paralisações como a que está ocorrendo no Espírito Santo, caso o governo insista na ideia”, disse Luis Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
“Levar spray de pimenta faz parte da luta”, disse o presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Bosco Gandra, um dos organizadores da manifestação. Depois disso, disse Gandra, “o presidente Michel Temer já sabe do que nós somos capazes de fazer. Não aqui, mas no Brasil todo”, finalizou.

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