Em artigo publicado em periódico forense, Papiloscopistas apresentam uma abordagem pioneira para o exame de veículos automotivos envolvidos em infrações penais.
Auxiliar as investigações policiais de maneira qualificada: esse tem sido o lema do Instituto de Identificação do Departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil do Distrito Federal (II/DPT/PCDF). Uma das tecnologias desenvolvidas pelos Papiloscopistas do Laboratório de Exames Papiloscópicos da PCDF acaba de ser recepcionada pela comunidade científica internacional da área de ciências forenses.
A partir de estudos envolvendo a escalabilidade da reação de polimerização do cianoacrilato, a equipe do II/DPT/PCDF elaborou um projeto detalhado para permitir o emprego da técnica no exame de veículos. O projeto resultou na construção da maior câmara para a detecção de vestígios papiloscópicos da América Latina. Com capacidade de 77 mil litros e mais 6 metros de comprimento, a “Câmara de Cianoacrilato para Veículos” é internamente revestida por aço inox e possui sistemas integrados para controle de aquecimento, umidificação, circulação de ar, eliminação de gases tóxicos e dispositivos de segurança, além de um painel de monitoramento do processo.
A tecnologia agora está publicada no Australian Journal of Forensic Sciences (Jornal Australiano de Ciências Forenses) e exalta a capacidade técnica alcançada pela Polícia Civil do Distrito Federal no exame de vestígios papiloscópicos em casos complexos envolvendo veículos, tais como latrocínios, homicídios e até fraudes utilizando automóveis. Os resultados obtidos também ajudaram a estabelecer protocolos mais modernos e aperfeiçoados para exames em veículos.
Desde sua inauguração, o equipamento já possibilitou a emissão de mais de 170 laudos periciais com identificações de indivíduos em veículos envolvidos em ocorrências policias. Os resultados têm sido comemorados pela equipe do Instituto de Identificação.

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